terça-feira, 13 de março de 2018

Uboat: O terror das águas e a Rendição mais inusitada da Segunda Guerra Mundial
Uboat ou Uboot:
 
A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra muito tecnológica. Durante os diversos conflitos ocorridos neste período, foram testados armamentos mais sofisticados, computadores para receptação e envio de ordens, e também a inovação automotora, quanto para transporte, como também para destrinchar inimigos. Dentre esses veículos tank, havia o terror das águas, orgulhosamente chamado de Uboat.
Uboat ancorado em exposição no German Maritime Museum, Bremerhaven Picture. flickr.com

Fabricado na Alemanha, os Uboats tinham uma importante missão para os Eixo: Afundar qualquer embarcação que navegasse perto deles. Eficientes e com uma facilidade mecânica fora do comum para a época, os comandantes e projetistas afirmavam que era inimaginável abatê-los, pois não havia um à altura. No entanto, algo mais inacreditável aconteceu. Dia 14 de abril, ano 1945, considerado um dia "normal" para a tripulação do U1206, foi marcado repentinamente pela surpresa e pelo desespero. A 13 quilômetros da costa escocesa, e em uma profundidade de 61 metros, o então Tenente-Capitão Karl-Adolf Schitt, foi usar o toilette do submarino sem o acompanhamento do especialista, o único que detinha as informações da embarcação, que era muito moderna. 

O complexo do Uboat: Segunda Guerra Mundial

O Uboat era muito complexo. esta complexidade se resumia de tal forma que, para realizar uma descarga, havia um procedimento específico. 
Toilet original de um Uboat. Fica evidente a complexidade do toilet pelas as válvulas de contenção. U-Boot Museum Hamburg, Hamburg Picture. 
E, com a ação do capitão em dar a descarga, houve um diferencial de pressão do submarino em relação ao ambiente externo, começando assim uma inundação avassaladora e fecal. No entanto, esse era o mínimo dos problemas. Posteriormente, a inundação chegou à sala de máquinas se misturando com as baterias líquidas, formando gases tóxicos. E após isso, debilitados pela intoxicação, quatro submarinistas morreram, e na esperança da sobrevivência, o submarino emergiu sendo imediatamente rendido pelos escoceses.
Uboat sendo capturado pela Guarda Costeira Escocesa em 1945

quinta-feira, 8 de março de 2018

 O primeiro avião a jato do Brasil: Gloster Meteor
A criação do Avião foi e será sempre uma grande proeza de um brasileiro. Santos Dumont foi o primeiro a desenvolver a configuração de aeronave padrão usada e replicada até hoje (Asas de sustentação a frente e aprofundores atrás). No entanto, como acontece com os negócios atuais do Brasil, a aviação brasileira não se atualizou conforme as empresas estrangeiras. A aviação brasileira passou por um lento processo de modernização, com origem principal na parceria econômica do Brasil com os britânicos.

A parceria surgiu como um escambo, e em meados da década de 40, o avião a jato denominado Gloster Meteor I foi oficializado como o primeiro avião a jato do Brasil. A moeda de troca foi o algodão, e o negócio foi tão precoce que os Meteor brasileiros haviam sido construídos para a RAF e para a Força Aérea do Egito, mas nunca foram entregues, vindo então novos para reforçar a defesa brasileira.  

GGN Gloster Meteor com as cores da FAB
O Brasil recebeu 62 aviões Gloster Meteor, nas configurações F.8 e TF.7.  Mesmo tendo sido projetado como caça interceptador, o Gloster Meteor foi mais utilizado no Brasil como caça bombardeiro mesmo porque não havia no país uma rede de radares de alerta para guiarem os caças.

 O emprego dos Meteor em missões de ataque ao solo, ocasionou um desgaste muito rápido das células dos aviões, sendo que várias aeronaves apresentaram rachaduras nas longarinas. Esse problema resultou na desativação prematura dos Meteor no Brasil e em outubro de 1966 os Meteor ainda voando em Canoas foram substituídos pelos Lockheed AT-33 e transferidos para santa Cruz .
Warbird Alley Lockheed AT-33
Os Meteor de Santa Cruz ainda operaram até 1968 com número reduzido e substituídos também pelos Lockheed AT-33 . Isso resultou em uma grande perda na capacidade de defesa do país até a chegada dos primeiros Northrop F-5E Tiger II em 1975.

Fonte:http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/GMAL.pdf 

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