Ju-87B Stuka Bombardeiro leve / táctico (Junkers)




Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 11.1 M
Envergadura: 13.8 M
Altura: 4.01
1 x motores Junkers Jumo 211J
Potência total: 1200 HP/CV
Peso / Cap. cargaVelocidade / Autonomia
Peso vazio: 3710 Kg
Peso máximo/descolagem: 4250 Kg
Numero de suportes p/ armas: 5
Capacidade de carga/armamento: 500 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 380 Km/h
Máxima(nível do mar): 340 Km/h 
De cruzeiro: 336 Km/h
Autonomia standard /carregado : 750 Km
Autonomia máxima / leve 900 Km.
Altitude máxima: 8000 Metros





A versão de produção Ju.87B, era um avião relativamente simples de utilizar, que mergulhava submetendo ao piloto a uma pressão de 6G, e uma velocidade de mergulho de 600Km/h devendo a bomba ser largar aos 900 metros de altura. O avião atingia 400 metros antes de começar a recuperar altitude.

Inicialmente os Stuka foram equipados com uma sirene acoplada num dos trens de aterragem, porque se considerava que o ruido produzido por uma pequena helice, tinha um factor psicológico interessante do ponto de vista do atacante.

A versão «B» foi a mais importante durante a primeira fase do conflito. Não só foi utilizada contra a Polónia e contra a França, como também foi utilizada, ainda que sem sucesso contra a Grã Bretanha em 1940. O maior sucesso destes aviões foi no entanto obtido nos primeiros dias após a invasão da Uni«ão Soviética, em que os Stuka lograram destruir 1811 aviões soviéticos no solo.

Na batalha de Inglaterra
A exagerada fé que os comandos alemães demonstraram ter nos bombardeiros de voo picado, levaram a que decidissem utilizar estes aviões, quando se notou que os bombardeiros convencionais não estavam a conseguir nenhum tipo de resultado.

O bombardeamento em voo picado exigia pilotos experientes, que a Luftwaffe tinha em números reduzidos. Estes pilotos foram utilizados sobre a Inglaterra mas com consequências desastrosas.
Sem uma proteção adequada e com os Spitfire a dominar os céus de Inglaterra, os Stuka e acima de tudo os seus pilotos experientes foram dizimados.
A aviação de voo picado alemã, nunca chegou a recuperar das perdas durante a batalha de Inglaterra.

Informação genérica:

As origens do Junkers Ju.87, mais conhecido como Stuka, remontam aos estudos feitos desde 1933 na Alemanha sobre os bombardeiros de voo picado.
Este tipo de arma era visto como o mais adequado para utilização contra formações de tropas e apoio aéreo aproximado, a unidades que avançam no terreno.

O Ju-87 foi o vencedor de um concurso entre várias empresas alemãs. Outros concorrentes não conseguiram apresentar um protótipo funcional, como foi o caso do Heinkel He.118 e outro (o Arado Ar.81) foi recusado por se tratar de um biplano.

O Stuka voou pela primeira vez em 17 de Setembro de 1935 e caracterizava-se pela enorme carenagem do trem de aterragem que lhe dava o aspecto de ser um avião «calçado». Esta característica foi posteriormente alterada.

Os primeiros protótipos do Stuka embora não tenham estado incluidos em nenhuma unidade combatente, participaram na guerra civil de Espanha[1] onde foram submetidos a vários testes. Vários bombardeiros Ju-87A foram utilizados no conflito

A versão seguinte foi o Ju-87B, que já não tinha o trem de aterragem carenado.

A partir do final de 1941 foi lançado o Ju-87D, uma versão modernizada, que se caracterizava por maiores asas, e um aperfeiçoamento aerodinâmico, visivel nas linhas rerais da aeronave e especialmente visivel na parte traseira da carlinga, com uma configuração mais aerondinâmica.

O Junkers Ju-87 foi ainda estudado para se transformar num bombardeiro naval, com as asas dobráveis, no entanto o boicote por parte de Herman Goering o chefe da Luftwaffe às Kriegsmarine (Marinha alemã) impediu o desenvolvimento da arma aeronaval alemã.

Outras versões foram posteriormente produzidas durante o decurso do conflito.

Artilharia aérea
Os «Stuka» foi-se transformando durante a fase inicial da guerra, numa altura em que a Alemanha estava na ofensiva, numa importante arma para o apoio de fogo às forças que avançavam.
Isto notou-se claramente durante as operações contra a França em 1940 e contra a União Soviética em 1941. Nesses teatros de operações, muitas vezes as divisões blindadas e de infantaria mecanizada avançavam muito mais depressa que a artilharia. Nestes casos, sempre que era necessário apoio de artilharia para explorar um avanço mais rápido, eram os Stuka que substituiam a artilharia.
A coordenação entre o exército e a força aérea alemãs, foi um dos principais factores que explicam a rapidez dos avanços alemães naquilo que ficou conhecido como Blitzkrieg ou «guerra-relâmpago».

[1]O primeiro Junkers Stuka na versão «A» que esteve em testes em Espanha, estava equipado com um motor Junkers Jumo de apenas 640 cavalos de potência.

Na primeira versão definitiva de produção esse motor foi substituido por outro muito mais potente

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