Corveta classe El Errhamani (tipo João Coutinho)




Navios constituintes da classe
Nr.NomeEstaleiroI.C.E.S.F.S.Situação
501El ArrhamaniFerrol Shipyard / Navantian/d1983- - - -Em serviço
IC = Inicio de Construção ES=Entrada no Serviço Activo FS=Final de Serviço Activo

Dados principaisMotores
Deslocamento standard: 1233 Ton
Deslocamento máx. : 1479 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 88.8 M - Largura: 10.4M
Calado: 3.8 M.
4 x Motor a Diesel MTU 16V956 TB-91 (15000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 100Autonomia: 12000Km a 12 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 25.5 nós
Canhões / armamento principal
1 x FMC-United Defense / BAE Systems 76mm Mk.75 (Calibre: 76mm/Alcance: 18.4Km)
2 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
Misseis
Sistema de lançamento Aspide/Albatros8 x ALENIA-Marconi Aspide-2000 (Defesa antiaérea próxima)
Sistema de lançamento MM38L4 x MBDA EXOCET MM-38 (Anti-navio)
Radares
- Thales Nederland ZW-06/07 (Superficie - Al.med: 33Km)
- Thales Nederland DA-05 (Pesquisa aérea - Al.med: 134Km)
Outros sistemas electrónicos
- CSEE Defence Dagaie (Contramedidas electronicas)


Esta é a única corveta desta classe ao serviço em Marrocos.

Embora Marrocos tenha adquirido fragatas francesas da classe Floreal, equipadas com hangar e helicópteros, a corveta Coronel Errhamani continua a ser o navio melhor armado da marinha de Marrocos.

Embora esteja preparado para transportar mísseis anti-navio Exocet, normalmente esses mísseis não são embarcados.

Informação genérica:
A classe João Coutinho, é uma classe de navios de concepção portuguesa com origem nos anos sessenta, e que tem muito mais a ver com o espirito colonial vigente na altura - que pedia "canhoneiras" que com as necessidades de um país membro da NATO.

O projecto é de concepção e autoria do Contra-Almirante Rogério D'Oliveira, embora tenha havido colaboração dos estaleiros alemães B+V para estudos de pormenor e de estabilidade.

Este tipo de navios é dividido em várias classes. Em Portugal o projeto foi posteriormente modificado, com a adopção de novas armas para a mesma plataforma, resultando na classe Baptista de Andrade, que é o mesmo navio mas com armas diferentes. A principal diferença é a substituição de uma peça dupla de 76mm por uma peça mais pesada de 100mm igual á da classe João Belo, a utilização de torpedos e maior capacidade anti-submarina.

Os estaleiros navais espanhóis onde parte dos navios foram construidos solicitaram o apoio dos estaleiros Blohm + Voss para desenvolver uma derivação da classe João Coutinho a que chamaram Descubierta.

As Descubierta são basicamente a soma das qualidades das João Coutinho, com a inclusão de armamentos muito mais sofisticados e modernos, como por exemplo mísseis anti aéreos.

Além de Portugal e da Espanha, este tipo de navio foi vendido para Marrocos e para o Egito.

As versões marroquinas e egipcias são idênticas aos navios da classe Descubierta.

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