Submarino de ataque (SSK) classe Tikuna (tipo U-209)



Submarino de ataque (SSK) classe Tikuna (tipo U-209)


Embora baseado na anterior classe Tupi, o Tikuna, é aqui considerado um submarino diferente do seu antecessor.

Entre as principais características estão os motores muito mais potentes, as baterias de alta capacidade, a capacidade para disparar misseis anti-navio (embora a marinha brasileira não utilize esta possibilidade de momento), a autonomia muito maior, e toda a parte da electrónica que é mais sofisticada que no modelo anterior, dando ao navio maiores capacidades para identificar, detectar e perseguir alvos.

Estes navios deverão ser dos primeiros a receber os novos torpedos de 533mm Mk.42- de alta capacidade de fabrico norte-americano.

Embora houvesse outros navios do tipo previstos, o Tikuna deverá ser o último navio do tipo 209 da marinha brasileira, pois o país parece estar interessado em adquirir submarinos de origem alemã do tipo 214.

Informação genérica:

A família de submarinos U-209 é a mais proficua de todas as classes de submarinos ocidentais construidos depois da II Guerra Mundial.

Embora a marinha da Alemanha tivesse optado por uma classe de submarinos mais pequenos e adequados para operação apenas no Báltico, os estaleiros alemães desenvolveram o submarino U-209 para o lucrativo mercado de exportação.

O U-209 é baseado no U-206, mas tem dimensões muito maiores e ao contrário daquele, tem capacidade para operar no oceano e autonomia para se deslocar a grandes distâncias.

Embora genericamente chamados de U-209 por partilharem em grande parte um conceito comum, há na realidade várias séries de submarinos U-209 que se diferenciam entre si, sendo alguns deles facilmente identificaveis externamente.

O U-209 é um submarino que pode ser configurado conforme as exigências e necessidades dos clientes e daqui resultou que todas as séries tenham diferenças entre si.

As várias séries dividem-se da seguinte forma: 1000/1100, 1200, 1300, 1400 e 1500.

Os submarinos das primeiras séries (1000, 1100, 1200) identificam-se exteriormente por terem um base da vela claramente proeminente e não integrada no casco.

A série 1300, parece ser uma série de transição, em que há navios que ainda não incorporam o novo casco e outros (caso do Chile) em que as novas características já estão incluidas.

Os navios seguintes, da série 1400 e 1500 têm linhas mais hidrodinâmicas e limpas que os seus antecessores.

Série Tupi / Tikuna
Os submarinos U-209 brasileiros dividem-se em dois grupos, partilhando no entanto grande parte das suas características.
O submarino Tikuna fazia parte de uma segunda série de submarinos que foi entretanto cancelada, ficando restringida a uma unidade. Os antigos submarinos da classe Tupi, estão a ser modificados elevando-os a um nível próximo ao Tikuna.

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