Caças FX-2 Sistemas eletrônicos



Após um complexo desenvolvimento, o Rafale irá possuir um radar com tecnologia AESA: o RBE2 da Thales, que na sua evolução AA irá usar apenas equipamento de origem europeia (e não sujeita ao boicote norte-americano). Segundo a Thales este radar terá capacidade de atuar numa banda larga elevada e em sistema totalmente monopulso, o que lhe dará uma leitura espectral bastante pura.
No entanto, os dados acerca deste novo sistema são muito escassos e por consequência é difícil avaliar a sua real capacidade.

Um segundo sistema de detecção do Rafale baseia-se na visão optrônica que funciona tanto no espectro visual como infravermelho, em varrimento frontal, trata-se do OSF. Estes e outros sensores são integrados no SPECTRA que permite transmitir ao piloto uma imagem do ambiente onde opera e detectar ameaças activas. O SPECTRA permite ao piloto saber o tipo de sistema que está a "iluminar" a sua aeronave (por guiamento radar, infravermelho, laser, optrónico,...) e assim agir com a contra-medida e manobras aéreas adequadas. No papel, os sistemas eletrônicos do Rafale estão entre os mais modernos do mundo, no entanto, a sua integração ainda é recente e falta-lhe comprovação em ambiente de combate, sendo que no Afeganistão a sua missão passou por dar apoio aéreo, não havendo ameaças reais à sua atuação.


Os sistemas eletrônicos do Super Hornet estão entre os mais modernos do mundo e têm a vantagem de terem muita experiência de combate no Iraque e Afeganistão. O seu radar APG-79 de tecnologia AESA já demonstrou uma elevada definição no mapeamento terrestre através do modo SAR (Synthetic Aperture Radar), e em modo ar-ar está entre os mais avançados do mundo, capaz de resistir a ambientes de contra-medidas eletrônicos densas e atuar em modo passivo com bons resultados. Para a detecção de alvos terrestres o Super Hornet conta ainda com o AN/ASQ-228 ATFLIR, um sistema de detecção por infravermelhos com alcance de até 48 Kms. Em termos de capacidade de defesa eletrônica, o AN/ALQ-214 é um sistema de jamming eletrônico com uma das "bibliotecas" mais extensas do mundo, fruto do elevado trabalho de prospecção eletrônica levada a cabo pelos E.U.A. através de aviões como o EP-3E, RC-135 Rivet Joint, entre outros.
Isto significa que com o AN/ALQ-214 o SH poderá interferir com a maioria dos sistemas de radar do mundo, sejam de aeronaves, ou de sistemas SAM, conferindo-lhe um elevado nível de sobrevivência. A este sistema está ligado o AN/ALE-55 (Fiber Optic Towed Decoy), que usando os dados do AN/ALQ-214, usa um decoy para simular o SH, assim, quando um míssil se encaminhar para o SH, este decoy é usado para simular o SH e afastar o míssil do seu verdadeiro alvo. Para a defesa contra mísseis de orientação por infravermelhos , o SH possui um sistema SUU-42A/A que dispara Flares com uma intensidade calorífera que simula os motores dos SH. A sua capacidade para combate em ambiente NCW é também elevada devido ao uso do sistema de data-link Link-16, que usa o AN/USQ-140 para distribuir múltipla informação entre outros elementos amigos que estejam na zona, de novo, é de realçar a experiência conseguida com este sistema no Iraque e Afeganistão, onde em pleno combate permitiram transmitir informação em tempo real entre os elementos no solo, as aeronaves na zona e até ao Quartel-General do Central Command norte-americano situado milhares de quilômetros de distância. A integração de todos estes sensores transforma o SH num dos aviões com maior SA (Situational Awareness) do mundo, e constitui o seu ponto forte em relação à concorrência.
O Gripen NG seguirá o "Modelo Sueco" de tácticas de combate eletrônico, o qual já deu resultados surpreendentes em missões de treino contra outras aeronaves da NATO, supostamente superiores neste campo.
A Suécia tem investido continuamente no desenvolvimento de sistemas eletrônico desde a Segunda Guerra Mundial e conseguiu produzir toda uma gama de Radares e Sistemas de Jamming que estão entre os mais completos do mundo. Esta necessidade decorreu da tradicional independência Sueca em área de armamentos devido à sua neutralidade politica ao longo de todo o século XX, aliado a esta situação, a proximidade geográfica da ex-União Soviética tornou vital o domínio da eletrônica , e ao longo de décadas a Força Aérea Sueca fez reconhecimento ELINT ao longo das suas fronteiras. Isso permitiu-lhe criar uma "biblioteca" de sinais eletrônico bastante completa e desenvolver sistemas bastante capazes. O radar PS-05/A do Gripen C/D será renovado com tecnologia AESA, usando módulos baseados nos mesmos utilizados do RBE2 do Rafale. Um total de 1000 módulos T/R serão utilizados numa varredura de 200 graus que permitirá "olhar pelo ombro", permitindo uma visualização mais alargada que a tradicional varredura frontal. Entretanto, o Gripen NG possuirá também um sistema IRST para detecção por infravermelhos. Todos estes sistemas são integrados num elevado grau, dando ao Gripen um dos melhores sistemas de Sensor Fusion da sua classe.


Autor: Ricardo Silva










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